Bastam algumas medidas simples para proteger de
forma eficaz seu aparelho contra intrusos e malware e evitar dores de
cabeça futuras. E você não precisa gastar um tostão sequer.
Seu smartphone ou tablet Android não só permite que você faça quase
tudo online, mas também permite que você carregue quase toda sua vida
digital no bolso (ou bolsa). E embora ter tanta informação em um só
local e sempre à mão seja bastante conveniente, também torna os
aparelhos um alvo atraente para os criminosos. Mas isso não significa
que você está indefeso: bastam algumas medidas simples para se
certificar de que seus dados estarão sempre seguros. Use uma senha
Pode parecer óbvio, mas proteger seu aparelho com uma senha numérica
ou um padrão é uma das formas mais fáceis de mantê-lo seguro. Isso evita
que bisbilhoteiros, seja em casa ou no trabalho, espionem suas
mensagens de texto, e torna mais difícil a vida de bandidos que tentem
“limpar” o aparelho para revendê-lo.
Você pode configurar uma senha (ou PIN) ou padrão na tela de configurações (em Configurações / Segurança / Bloqueio de Tela),
e precisará digitá-la sempre que ligar a tela. Dependendo de seu
aparelho e a versão do sistema operacional pode haver outras opções de
bloqueio disponíveis, como uma senha tradicional misturando letras e
números ou mesmo reconhecimento facial. Tenha cuidado para não esquecer a
combinação que escolheu, caso contrário poderá ser difícil, ou até
mesmo impossível, o acesso ao aparelho.
Padrões e senhas são algumas das opções para proteger seu aparelho de intrusos
Note que um padrão (um “desenho” sobre uma série de pontos na tela,
ligando ao menos quatro deles) pode ser facilmente quebrado por um
intruso determinado apenas analisando o rastro deixado pelos dedos sobre
a tela engordurada sempre que você desbloqueia o aparelho. Portanto,
uma senha numérica é uma opção mais segura.
Com um padrão ou senha você perde um pouco da conveniência de
simplesmente ligar e usar o aparelho, mas a proteção extra compensa o
incômodo. Só instale apps do Google Play
Defensores do Android sempre falam das vantagens de poder instalar
software de terceiros em seus smartphones. Em teoria, isso faz sentido:
deveríamos ser capazes de instalar e rodar o que quisermos em nossos
aparelhos. Mas a realidade é que baixar e instalar apps encontrados “por
aí” na Internet pode causar problemas, mesmo que você esteja atento.
Embora apps maliciosos já tenham sido encontrados na loja Google Play
no passado, a Google em geral faz sua parte e expulsa os pilantras. A
loja pode não ser tão confiável quanto a App Store da Apple, mas você
não vai se sentir como um participante de uma roleta russa sempre que
baixar um jogo ou cliente para o Twitter.
O Google Play é o local mais seguro para encontrar apps para seu Android
Mas baixar e instalar um app encontrado em um site qualquer na
internet, especialmente apps piratas ou versões “grátis” de apps pagos,
abre seus dados, e às vezes sua carteira, a todo tipo de malware. Apps
para Android são notoriamente fáceis de “desmontar”, e criminosos podem
infectar uma versão pirata de um app popular como o Snapchat e usá-la
para distribuir malware.
Claro que existem lojas alternativas de apps que são respeitáveis,
como a Amazon App Store, mas se ater ao Google Play reduz imensamente as
chances de que você encontrará software malicioso. Fique de olho nas permissões
As permissões dos apps são sua primeira linha de defesa contra
malware. Cada vez que você instala um app, vê uma lista com todos os
recursos de seu smartphone que o app precisa acessar. A maioria das
pessoas simplesmente ignora esta lista e clica em Aceitar para continuar
a instalação, mas às vezes vale a pena prestar atenção e ver se aquele
app de lanterna não está tentando acessar recursos que podem lhe custar
dinheiro (como a realizção de chamadas ou envio de SMS).
Fique atento às permissões para saber o que o app está tentando acessar
As permissões podem ser algo difícil de compreender, mas as versões
mais recentes do Android tornam as coisas um pouco mais fáceis. Você
pode, por exemplo, tocar em cada item da lista para saber mais sobre
ele, e assim tomar melhores decisões. Infelizmente não é possível
escolher quais permissões dar a um app, então você tem de ou concordar
com tudo o que ele pede, ou cancelar a instalação e encontrar uma
alternativa. Instale um pacote de segurança
Seguir os conselhos acima irá dar um bom nível de proteção ao seu
aparelho, mas se você está realmente preocupado com malware deve
instalar um pacote de segurança em seu smartphone. Uma busca por
“segurança” no Google Play irá retornar milhares de resultados, alguns
deles de empresas já conhecidas entre os usuários de PCs, como a McAfee e
Norton. Recomendo o Lookout Mobile Security
ou o TrustGo Mobile Security, já que foram bem avaliados pelo AV-Test,
uma entidade independente que testa software de segurança, tanto e
recursos quanto em sua capacidade de detectar ameaças.
Um pacote de segurança como o Lookout oferece mais do que proteção contra vírus
Além da proteção contra malware os apps de segurança geralmente
oferecem outros recursos úteis, como ferramentas para backup dos dados
em seu aparelho (um recurso que está ausente no Android “puro”) e
ferramentas para localizar, bloquear ou mesmo apagar remotamente um
smartphone perdido ou roubado.
Instalar um pacote de segurança em um smartphone pode soar como uma
coisa do outro mundo, mas bastam alguns toques na tela para
configurá-los e depois eles funcionam automaticamente. E você poderá
ficar tranquilo sabendo que estará protegido caso as coisas dêem errado. Não tenha medo
A coisa mais importante a ser lembrada quando o assunto é segurança no Android é não dar atenção a todas as manchetes sensacionalistas
que circulam pela internet quase que diariamente. Sim, a natureza
aberta do Android o torna “menos seguro” que o iOS ou Windows Phone, mas
você pode evitar a maioria das ameças mesmo se tomar apenas uma das
precauções acima. Pode até haver uma praga de trojans que destroem
smartphones sendo disseminada através de uma loja de apps suspeita na
Ucrânia, mas com nossas dicas você não tem nada a temer.
10 dicas para aumentar a duração da bateria de seu iPad ou iPhone no iOS 7
Publicado no dia 23 de setembro de 2013 · 22 Comentários
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Sistema vai, sistema vem e muitos usuários acreditam que a
bateria de seus dispositivos começa a durar menos, essa afirmação é uma
meia verdade, pois na teoria o sistema deveria melhorar, não piorar a
duração da bateria de nossos aparelhos.
Preocupado com a quantidade imensa de seguidores do iPadDicas que nos
reclamaram sobre a duração da bateria em seus iPads e iPhones, preparei
uma lista com novos e velhos conselhos úteis para aumentar a bateria em
dispositivos Apple, atualizados para o iOS 7. Quer aumentar a duração da bateria de seu aparelho? Siga as dicas abaixo!
1) Desative o efeito Parallax
Embora o novo efeito de paralaxe deixe a tela inicial de nossos iPads e iPhones
muito mais bonita, com uma impressão de profundidade e movimento, é bem
certo que o efeito é totalmente desnecessário, não oferece nenhum
benefício para o usuário e tão somente faz com que os dispositivos
consumam mais energia, já que o sensor de movimento fica trabalhando o
tempo todo juntamente do processador para aplicar na tela inicial este
movimento.
Com o efeito Parallax ativo seu iPad e iPhone ficará mais lento e
consumirá mais energia, natural pelo consumo de recursos necessários
para o funcionamento do efeito. Para desativar o efeito você deverá:
Abrir os Ajustes;
Geral;
Ir em Acessibilidade;
Tocar em Reduzir Movimento;
Ativar (chave na posição ligado);
Ao “ativar” você está desativando, ou seja, embora confuso o que você vai ativar é o bloqueio da função.
2) Desative as atualizações automáticas de aplicativos
Embora seja uma das funções estrela deste novo iOS 7, é certo que o
recurso pode consumir bateria justamente nos momentos mais inoportunos,
veja bem, você tem pouca bateria, está segurando a carga para poder
chegar ao final do dia e justamente nesse momento o sistema inventa de
atualizar aplicativos, consumindo bateria com a transferência de dados,
seja 3G ou Wi-Fi.
Vamos desativar as atualizações automáticas, e você deverá atualizar
os aplicativos manualmente, exatamente como fazia no iOS 6 ou inferior:
Abra os Ajustes;
Vá em iTunes e App Store;
Toque em Transferências Automáticas;
Desative Atualizações;
Com isso você não será surpreendido pelo sistema atualizando
aplicativos quando a carga da bateria pode ser fundamental para chegar
ao final do dia, se você não tiver um carregador ou tomada por perto.
3) Desative o serviço de localização em aplicativos
Agora começa uma série de dicas antigas que ainda funcionarão muito bem
no iOS 7, uma delas é o caso do serviço de localização em aplicativos.
Desativando a localização de aplicativos você conseguirá aumentar a
duração da bateria, já que ao informar a posição em que você se encontra
você estará consumindo recursos, de GPS ou triangulação para oferecer
sua localização no mapa.
Abra os Ajustes;
Privacidade;
Vá em Serviços de Localização;
Desligue a função nos aplicativos que não deseja usá-lo;
Dessa forma, você irá bloquear a localização para aplicativos que
muitas vezes não tem nem sentido em pedir a informação, como alguns
jogos ou aplicativos específicos.
A maioria destes aplicativos solicita sua localização somente para
rastrear de onde vem sua base de usuários, sem oferecer nenhuma vantagem
ao saber onde é que você está posicionado no planeta Terra.
Um cuidado especial, é de não desativar completamente o serviço de
localização, já que ele é fundamental para encontrar seu iPad em caso de
perda ou roubo.
4) Ajuste o Brilho da Tela
Outra das dicas que perduram entre as várias versões do iOS, em qualquer
versão do sistema você poderá melhorar a duração da bateria com baixar o
nível de intensidade do brilho. É bem simples entender o motivo, ao ter
um brilho mais elevado o sistema utiliza maior quantidade de energia,
dessa forma diminui a duração.
No iOS 7 você consegue diminuir o brilho na Central de Controle, o
novo recurso do sistema é acessível ao deslizar de baixo para cima na
tela.
Deslize de baixo para cima;
Na Central de Controle ajuste a quantidade de brilho;
É simples, é prático e funcional, baixe a quantidade do brilho para a
menor quantidade aceitável tendo em vista o ambiente em que você usa o
iPad ou iPhone,
se você está num ambiente externo certamente precisará de mais brilho
para poder visualizar os elementos da tela, mas em ambientes fechados
muito provavelmente você pode usar o dispositivo com o brilho bem baixo.
5) Desligue o Wi-Fi quando não está usando a internet
Dica bem repetida desde as primeiras versões do iOS, mas que continua
funcionando para melhorar a duração da bateria no iOS 7. Vou
exemplificar uma situação para que você entenda o porquê disso
funcionar:
Ao sair de casa, com seu iPad na mochila ou o iPhone no bolso, o
dispositivo estará procurando por redes Wi-Fi automaticamente para se
conectar e continuar a sincronização com a internet nesse tipo de rede.
Mas imagine-se, passeando pela cidade, a quantidade de redes que ele
encontrará e lhe irá sugerir para conectar-se.
Se você manter o Wi-Fi desligado o iPad irá economizar toda a carga
que seria utilizada para procurar redes, simples e funcional, desativar o
Wi-Fi no iOS 7 é mais fácil do que nunca, pela Central de Controle:
Deslize de baixo para cima na tela;
Na Central de Controle toque no ícone de Wi-Fi;
Com isso você garante que o iPad não irá desperdiçar bateria com a busca de novas redes.
6) Coloque o iPad 3G no modo avião
Essa é muito útil para quem tem iPad modelo 3G, sabemos que no Brasil a
qualidade do sinal das operadoras não é aquela beleza, inclusive algumas
companhias telefônicas já pagaram grandes multas em razão do péssimo
serviço.
O usuário por sua parte é o grande lesado, veja bem, você possui um
iPad 3G com chip e plano de dados, ao circular pela cidade o dispositivo
estará trocando entre as redes 3G e EDGE o tempo todo, essa busca pelo
melhor sinal compromete fortemente a duração da bateria do aparelho.
A recomendação é desligar a busca por redes celulares
quando não estiver utilizando, você economiza dados e claro, bateria. A
forma mais rápida de desativar a busca por redes é ativar o modo avião,
presente na nova Central de Controle:
Abra a Central de Controle;
Toque no ícone do avião;
Dessa forma você irá setar o modo avião como ativo e irá economizar
muita bateria bloqueando a busca por sinal de internet e também em
evitar a sincronização do aparelho pela internet.
7) Diminua o tempo de bloqueio automático
Outra das dicas clássicas que seguem funcionando muito bem na nova
versão do sistema iOS, se você observar, ao parar de usar o iPad a tela
continuará ativa por um determinado tempo, essa quantidade de tempo é
totalmente configurável, alguns deixam a tela ativa sempre, piorando
muito a duração de carga da bateria.
As opções são: 2, 5, 10 e 15 minutos, além da opção “nunca”, que deixa a tela sempre ativa.
Para diminuir o tempo de espera para o bloqueio de tela do iPad no iOS 7 você precisa:
Abrir os Ajustes;
Ir em Geral;
Tocar em Bloqueio Automático;
Configurar o tempo para 2 minutos;
Tudo bem, 2 minutos ainda é um desperdiço de bateria, mas não esqueça que você pode bloquear o iPad manualmente sempre que desejar apertando uma vez no botão de Power, que está localizado no topo do iPad.
8) Desligue as notificações Push de e-mail
O iOS possui um grande vilão no consumo da bateria, ele é chamado de
Push Notification e é intensamente utilizado nas notificações de
correios. Se você usa e-mail em seu dispositivo verá que sempre que um
correio chega o sistema o avisa imediatamente.
É nesta sincronização que o aparelho gasta muita bateria, para manter
o dispositivo sempre atualizado, você pode desativar a obtenção de
novos dados e configurá-lo para que seja manual.
Abra os Ajustes;
Vá em Mail, Contatos, Calendários;
Toque em Obter Novos Dados;
Deslize a chave Push;
Ajuste a frequência para Manualmente;
Agora, evidentemente, você precisará abrir o Mail e checar novos
correios sempre manualmente, mas isso ajudará a otimizar a duração da
bateria pois somente irá receber novos correios quando realmente
importa, no momento em que está trabalhando, sem que o sistema fique
sincronizando o tempo todo.
9) Feche aplicativos que não está usando
Há tempos que essa técnica é discutível, porém, se observarmos os
recursos do sistema que estão sendo utilizados veremos que ela tem certo
sentido. O iOS permite que os aplicativos realizem tarefas em
background por um limite de tempo de 10 minutos após você sair dele,
agora, com o multi-tarefas melhorado é ainda possível que o aplicativo
esteja sendo atualizado de tempos em tempos para oferecer-lhe uma
interface sempre atualizada.
O sistema reconhece quais são os aplicativos que você mais utiliza e
permite que ele se atualize em plano de fundo, com certeza essa nova
função do iOS 7 fará com que o aparelho consuma mais recursos de
bateria, portanto você pode fechar os aplicativos e evitar que ele
colabore com o consumo da bateria.
Para finalizar um aplicativo você deverá apertar 2 vezes no botão
Home e deslizar a miniatura do aplicativo de baixo para cima,
arrastando-o para fora da tela. Você pode fechar vários aplicativos de
uma só vez deslizando as miniaturas com vários dedos.
10) Atualize sempre seus aplicativos
Essa é uma das dicas também recorrentes, mas muito certas e extremamente
importantes nessa nova versão do sistema iOS. Como o sistema mudou
bastante, sobretudo desde a parte interna do desenvolvimento, muitos
desenvolvedores estão atualizando seus aplicativos para que eles fiquem
com a aparência do iOS 7, mas também, para aproveitar melhor os recursos
apresentados pelo sistema.
Sendo assim, a importância de manter seus aplicativos sempre
atualizados é ainda maior, para que os aplicativos que você esteja
utilizando sejam já otimizados para o novo sistema.
Como a dica número 3 dizia para bloquear as atualizações automáticas,
teremos de realizar essa tarefa manualmente, é muito simples, seguem os
passos:
Abra a App Store;
Toque na aba Atualizações;
Toque no botão Atualizar Tudo;
Pronto, realize essa importante tarefa sempre que estiver em um lugar
onde tenha acesso a uma tomada e mantenha seu iPad na carga para que
ele não perca a duração da bateria durante o processo de atualização dos
aplicativos.
Considerações Finais
Amigos, estas recomendações são fundamentais para que seu aparelho
possa aproveitar melhor a duração da carga da bateria, ao ajustar estes
pontos você evidentemente perderá algumas funcionalidades, porém,
algumas delas são totalmente desnecessárias como o efeito Parallax e o
uso do Wi-Fi e 3G enquanto está em trânsito.
Acredito que após configurar estes pontos vocês ficarão bastante satisfeitos com o resultado. Debate:
Você tem alguma recomendação para melhorar a duração da bateria no iOS 7? Compartilhe conosco!
Como o Windows, OS X e Ubuntu estão transformando seu PC em um smartphone
Brad Chacos, PCWorld EUA
29 de agosto de 2013 às 07h00
Convergência entre interfaces, e eventualmente
dispositivos, é uma tendência clara entre todos os três maiores sistemas
operacionais para computadores pessoais.
A gloriosa era do estrelato do PC acabou. Antes considerados como a
“rainha” do baile da tecnologia, os desktops e notebooks agora dividem
os holofotes com os smartphones e tablets, e a adoção dos dispositivos
móveis pelos consumidores provocou mudanças profundas no cenário da
computação.
Os PCs não estão morrendo, mas estão mudando de forma para se tornar
mais similares aos “novos brinquedos” desejados pelos consumidores. E há
bom motivo para isso. “Os consumidores são basicamente atraídos pela
simplicidade e familiaridade”, diz Carolina Milanesi, vice-presidente de
pesquisas em tecnologia para o consumidor no Gartner.
Em uma palavra, as pessoas anseiam consistência. E à medida em que a
indústria luta para satisfazer esta demanda, os design para os
dispositivos móveis está “contaminando” o desktop, embora os “três
grandes” sistemas operacionais para computadores pessoais estejam
abordando a convergência de formas radicalmente diferentes.
“A filosofia da Microsoft é ‘OK, queremos ser consistentes em todos
os nossos sistemas operacionais’ e a forma como decidiram atingir esse
objetivo foi criar um sistema só para tudo”, diz Ben Bajarin, diretor de
tecnologia de consumo da Creative Strategies. “Já a Apple disse: ‘Bem,
vamos fazer dois sistemas, mas ter gestos e alguns aspectos da interface
em comum, para que a experiência geral seja consistente”.
E nem chegamos ao que está acontecendo no mundo Linux, com o
audacioso Ubuntu Touch da Canonical. A seguir examinaremos como
elementos do mundo móvel estão se infiltrando no Windows, OS e até mesmo
no Linux. Windows 8
Um All in One Dell XPS 27
Determinada a acelerar suas ambições no mercado móvel, a Microsoft
deu ao Windows 8 apps mais adequados para uso em tablets, controles por
gestos e uma nova Tela Iniciar com “blocos dinâmicos” (Live Tiles) como
no Windows Phone. Mas o desktop tradicional ainda está disponível. É o
melhor dos dois mundos, certo? Não exatamente.
Projetar um único sistema operacional capaz de rodar em múltiplos
formatos de hardware levou a alguns problemas de usabilidade gritantes.
Em vez de parecer um sistema operacional unificado, o Windows 8 está
mais para um Frankenstein, com o desktop e a interface moderna cruamente
costurados um ao outro em vez de trabalhando de forma coesa.
“Quando a Microsoft começou a falar sobre o Windows 8, havia muito
otimismo ao redor dele, já que somos uma geração que prioriza a
mobilidade, a computação móvel é importante e a Microsoft estava
tentando uma unificação”, diz Bajarin. “O problema é que a empresa
fracassou na implementação”.
Embora os fãs do desktop consigam “se virar” com a interface moderna,
seus botões grandes e espaços vazios claramente foram projetados para
toques e gestos em vez de mouse e teclado. Todo o espaço vazio na tela
exige rolagem extra com o mouse, e a ausência de informações diretamente
visíveis exige muitos cliques extras para acessar menus. E menus
ocultos e barras de atalhos podem funcionar bem em tablets, mas não
parecem tão naturais em desktops.
O problema não é limitado apenas aos PCs. Tentar usar o desktop do
Windows num tablet é um exercício em frustração, por causa da fontes
pequenas e botões menores ainda em software “clássico” (ou seja, os
milhares de programas escritos para quaisquer versões anteriores do
Windows). “Parte do problema em usar um aparelho com tela sensível ao
toque é que, no instante em que você deixa o ambiene moderno, mal
consegue usar o toque”, diz Bajarin.
Um típico app do Windows 8. Espaço vazio na interface é um desperdício num PC desktop
Alguns ajustes e utilitários cruciais só funcionam no desktop,
enquanto outros apenas na interface moderna. Por causa disso o Windows 8
tem o péssimo hábito de arrancar o usuário de uma interface e jogá-lo
na outra quando menos se espera. Uma experiência desconcertante, para
dizer o mínimo.
Por outro lado, depois que você supera a substancial curva de
aprendizado a experiência consistente no Windows 8 lhe permite usar
qualquer hardware com o sistema operacional, independente do formato,
sem um período de adaptação.
A longo prazo, especialmente após o lançamento do Windows 8.1, os
benefícios da abordagem da Microsoft podem superar as atuais
dificuldades. Mas a curto prazo, a Microsoft pode estar forçando os
consumidores acostumados ao desktop a dar um passo maior do que suas
pernas. Mac OS X
Um MacBook Pro com tela "Retina"
O lado inverso da moeda da convergência é a Apple. Dada a força da
empresa no mercado de dispositivos móveis, você poderia acreditar que a
empresa estaria ansiosa para fundir o iOS e o OS X, mas até o momento
ela adotou uma abordagem muito mais cautelosa.
O extenso alcance do iPad e iPhone está certamente afetando os Macs,
mas de uma forma muito mais sutil. O OS X Lion introduziu elementos do
iOS como o LaunchPad, a Mac App Store e apps em tela cheia ou rodando
dentro de uma sandbox. O OS X Mountain Lion adicionou uma gama maior de
gestos multitoque, uma central de notificações, o iCloud, um app de
mensagens e alguns apps nativos que apareceram primeiro nos dispositivos
móveis. E o OS X Mavericks, que será lançado ainda neste ano, adiciona
ao “pacote” o Maps e o iBooks.
São passos pequenos, em vez de um súbito e traumático mergulho rumo a
algo novo e desconhecido como no Windows 8. E a cada passo no caminho a
Apple tentou integrar os recursos do iOS ao contexto do desktop do OS
X, em vez de simplesmente forçar uma peça redonda a se encaixar em um
buraco quadrado. A Central de Notificações no OS X não é uma cópia exata
da versão no iOS, por exemplo, embora no geral se comporte da mesma
forma.
A Central de Notificações no Mac OS X é muito similar, mas não idêntica, à do iOS
O lado negativo desta abordagem, claro, é que a Apple não tem
exatamente os mesmos apps e interface em toda sua linha de hardware, ao
contrário do Windows 8. Mas os especialistas concordam que isso é algo
bom.
“O Windows 8 se parece com dois sistemas operacionais drasticamente
diferentes, e dois paradigmas de interface drasticamente diferentes,
lutando pra fazer a mesma coisa”, diz Bajarin. “A Apple deixa um PC ser
um PC, e um dispositivo móvel ser um dispositivo móvel. Semelhanças e
consistências existem, mas não estão quebrando o paradigma”.
“Gostei de ver que a Apple foi mais gentil ao introduzir elementos da
mobilidade”, diz Wes Miller, um vice-presidente de pesquisa da
Directions on Microsoft. “Não vou dizer que nunca haverá um Mac com uma
tela sensível ao toque. Mas se ele aparecer, acredito que a Apple irá se
certificar antes de que a App Store esteja pronta”.
O Magic Mouse da Apple e os touchpads nos MacBooks são a referência em gestos no PC
Ambos os especialistas admiram a forma como a Apple integrou
elementos multitoque nos Macs usando um touchpad, em vez de telas
sensíveis ao toque. Os touchpads permitem o uso de gestos de uma forma
que parece muito mais natural do que levantar as mãos do teclado ou
mouse e esticar o braço para “cutucar” o monitor, minimizando o impacto
físico do toque em seu fluxo de trabalho. Tecnicamente o Windows 8
oferece a mesma coisa, mas a maioria dos touchpads em notebooks é
horrível.
Não espere que a convergência entre Macs, iPhones e iPads termine com
o OS X Mavericks. Como aponta Miller, o site do iCloud foi recentemente
atualizado com um visual “muito similar ao do iOS 7. Isto me faz pensar
que poderemos esperar, em 2014, um OS X com um visual na mesma linha”. Ubuntu
Conceito de um smartphone com Ubuntu Touch conectado a um monitor, agindo como um PC desktop
Podem abaixar as pedras! Eu sei que o Linux é um ecossistema complexo
e variado resultante da interação de um número quase infinito de
distribuições (ou “distros”) e interfaces. Mas neste artigo tenho que
focar em apenas uma “versão”, e é o Ubuntu, que chamou a atenção com a
(fracassada) campanha de crowdfunding do Ubuntu Edge.
De certa forma, o Ubuntu Touch e o smartphone Ubuntu Edge são ainda
mais avançados que os ecossistemas da Microsoft e da Apple. O Ubuntu
Touch funciona de forma muito similar a outros sistemas operacionais,
como o Android, quando você usa um aparelho como um smartphone, com
apps, controle por gestos e tudo o mais. Mas quando você conecta um
aparelho com o sistema a um monitor, teclado e mouse externos, o
aparelho passa automaticamente a rodar um ambiente desktop completo,
como um PC com o Ubuntu instalado, com direito a “sudo apt-get install” e
tudo mais.
Contatos, fotos, vídeos e outros arquivos podem ser acessados de
qualquer lado do sistema. É insanamente ambicioso, e uma prévia do
futuro onde um único aparelho poderá lidar com todas as nossas
necessidades computacionais. Mas há dois problemas.
Em primeiro lugar, até o momento nenhum fabricante de hardware
declarou abertamente que pretende usar o Ubuntu Touch em seus aparelhos.
E o motivo provavelmente está ligado ao segundo problema: ainda não
estamos vivendo em um mundo onde possamos usar apenas um dispositivo.
“O Ubuntu Edge tem um paradigma de interface muito centrado no
futuro”, diz Bajarin. “Não acredito que seja algo que veremos “estourar”
logo… acredito que um dia, quando tivermos tanto poder de processamento
em nossos smartphones e tablets que não haverá motivo para que eles não
possam controlar todas estas outras telas e se tornar todos estes
outros PCs. E acredito que o que a Canonical está fazendo com seu
software de modo “duplo” é bastante interessante.”
“É um conceito muito intrigante, e podemos argumentar que ao longo
dos próximos 5 ou 10 anos, todas a tecnologia necessária estará
disponível para oferecer uma experiência tão boa quanto a que você tem
hoje em um notebook ou desktop”.
Mas o hoje e o amanhã são diferentes, e não é surpresa que a campanha
para o financiamento do Ubuntu Edge não tenha tido sucesso. Para o infinito e além!
Um Lenovo IdeaPad Yoga, um dos muitos computadores híbridos que estão chegando ao mercado
Quer você queira ou não, estamos à vésperas de algo diferente, à
medida em que a indústria da computação luta com a gigantesca mudança
que está arrastando o PC monolítico para um fururo onde múltiplas telas e
experiências consistentes e coesas entre múltiplos dispositivos são a
norma. E essa mudança está vindo rápido!
“Se você voltar cinco anos no tempo, para 2008, o iPhone ainda era um
recém nascido e as pessoas não tinham certeza de que ele teria
sucesso”, diz Miller. O primeiro iPad ainda levaria dois anos para
chegar. “A tecnologia está mudando de forma tão incrivelmente rápida que
os formatos e interfaces que estaremos usando em cinco anos são algo
que nem conseguimos imaginar hoje. Vamos olhar pra trás e rir do que
estávamos usando em 2013”.
Os tempos estão mudando, e embora a abordagem cautelosa da Microsoft
na fusão de elementos móveis com um sistema operacional desktop possa
ser a mais confortável para os consumidores a curto prazo, não se
surpreenda em ver Macs e PCs chegando a pontos similares daqui a alguns
anos. As estratégias são diferentes, mas o objetivo ainda é o mesmo:
consistência.
Quem sabe? Talvez a Microsoft e a Apple acabem no mesmo lugar onde o Ubuntu está tentando chegar.
O público demonstrou interesse, e outros aparelhos poderão realizar o ideal de um dispositivo único para todas as necessidades.
Estamos aqui reunidos para lamentar a morte do Ubuntu Edge.
Este ambicioso projeto tentou eliminar as distinções entre o smartphone
e o PC, e embora tenha existido por apenas um breve período, brilhou o
suficiente para que seu legado persista no coração de uma futura geração
de smartphones.
A audácia do projeto estava visível desde o começo. Equipado com
hardware avançadíssimo e rodando não menos do que três sistemas
operacionais diferentes, o Edge certamente era capaz de se destacar
quando o assunto eram as especificações técnicas. Mas além de toda a
RAM, tela protegida por cristal de safira e trio de sistemas
operacionais, o Ubuntu Edge foi um “profeta”, criado para nos levar a
uma era onde um único aparelho seria capaz de controlar muitas telas, e
ser muitas coisas: um smartphone quando você precisa de portabilidade, e
um desktop quando é necessário ser produtivo.
É um conceito atraente. Milhares de pessoas declararam seu apoio, e
mais de US$ 12 milhões foram arrecadados, superando todos os recordes
anteriores de “crowdfunding”. Mas como muitos outros profetas ao longo
dos séculos, o Ubuntu Edge morreu antes de atingir seu objetivo de US$ 32 milhões.
Mas a história não termina aqui.
O Ubuntu Edge sempre foi projetado para ser não mais do que apenas um
passo na jornada visionária da Canonical rumo ao futuro. Um passo
inspirador e glorioso, sim, mas apenas um passo, e sempre destinado ao
fracasso. A visão do Ubuntu Edge já está atraindo operadoras como
mariposas são atraídas pela luz, e de acordo com a Canonical, há
fabricantes juntando a coragem para levar adiante as idéias do Edge, com
os primeiros smartphones Ubuntu projetados para chegar ao mercado em
2014.
Os discípulos do Edge não serão tão inspiradores quanto o próprio,
mas não precisarão ser. O Ubuntu Edge era um sonho, mas aparelhos menos
sofisticados baseados no Ubuntu Mobile são a realidade à qual a
Canonical quer chegar.
A interface do Ubuntu no modo smartphone
“O Edge é um carro conceito, que só 40% das pessoas poderiam dirigir”, disse Mark Shuttleworth,
fundador da Canonical, ao The Guardian. “Mas também estamos trabalhando
em um aparelho que é o equivalente a um automóvel para as massas.
Gostaria muito de ver o Edge se tornar realidade, mas nunca esperei que a
maioria dos usuários do Ubuntu Mobile viesse dele, mas sim através das
lojas. Francamente, gostaria de ver fabricantes de aparelhos modificando
seus smartphones Android e colocando o Ubuntu Mobile neles”.
Mas o caminho pode ser traiçoeiro. Embora aparelhos Android
modificados para rodar o Ubuntu Mobile certamente possam ser capazes de
honrar o legado do Edge, os resultados concretos podem variar, fazendo o
“super smartphone” da Canonical se revirar no túmulo. Rodar uma versão
desktop completa do Ubuntu exige mais poder de processamento que o
disponível em um típico aparelho de baixo custo, e modelos que façam
isso aos solavancos podem matar o sonho de um “dispositivo único” mais
rápido do que o fracasso do Edge poderia fazer. Uma visão para o futuro
Conectado a um desktop, o Ubuntu Edge rodaria exatamente a mesma versão do Ubuntu que os PCs
Mas os fiéis não precisam temer. Mesmo que os smartphones atuais não
consigam realizar o sonho, os melhores dias do Ubuntu Edge ainda podem
estar pela frente. Nas palavras de Ben Bajarin, diretor de tecnologia de
consumo da Creative Strategies:
“O Ubuntu Edge tem um paradigma de interface muito centrado no
futuro”, me disse ele recentemente, nos últimos dias da campanha. “Não
acredito que seja algo que veremos “estourar” logo… acredito que um dia,
quando tivermos tanto poder de processamento em nossos smartphones e
tablets que não haverá motivo para que eles não possam controlar todas
estas outras telas e se tornar todos estes outros PCs. E acredito que o
que a Canonical está fazendo com seu software de modo “duplo” é bastante
interessante.”
“É um conceito muito intrigante, e podemos argumentar que ao longo
dos próximos 5 ou 10 anos, todas a tecnologia necessária estará
disponível para oferecer uma experiência tão boa quanto a que você tem
hoje em um notebook ou desktop”.
22/07/2013 - 13h18 - Atualizada em 22/07/2013 - 13h35
Aparelho servirá como plataforma de teste para as mais novas tecnologias em dispositivos móveis
A Canonical está recorrendo ao "crowdfunding" para tornar realidade o
projeto de um "smartphone conceito" chamado Ubuntu Edge. Segundo Mark
Shuttleworth, fundador da empresa, o aparelho será uma plataforma para
teste de "tecnologias de ponta" em dispositivos móveis, que já existem
mais ainda não são amplamente adotadas pelos grandes fabricantes.
O aparelho terá um chassi feito de metal, com uma tela de 4.5
polegadas e resolução de 1280 x 720 pixels protegida por cristal de
safira em vez de vidro, um material tão resistente que só pode ser
arranhado por diamantes. Qualidade de imagem, em vez da resolução, será o
fator determinante na escolha da tela, levando em conta a precisão de
cor, brilho e faixa dinâmica.
Quando plugado a um monitor externo o Ubuntu Edge se comportará como
um PC Desktop rodando uma versão completa do Ubuntu, por isso é
necessário muito poder de processamento. O Edge usará "o processador
multi-core mais rápido disponível", acompanhado pelo menos 4 GB de RAM e
128 GB de memória interna.
Em termos de conectividade, o aparelho terá duas antenas LTE para
acesso a redes 4G em alta velocidade, tanto nos EUA quanto na Europa. E
para alimentar tudo isso terá uma bateria usando a tecnologia de "ânodo
de silício", que tem mais capacidade que as atuais Lítio-Polímero,
ocupando menos espaço. O Ubuntu Edge será um smartphone "dual-boot",
capaz de rodar tanto o Android quando a versão para smartphones do
Ubuntu.
O Ubuntu Edge é um projeto em "crowdfunding", ou seja, só será
produzido se um número suficiente de pessoas se interessarem em
patrocinar a idéia, e o objetivo é arrecadar US$ 32 milhões em 31 dias.
As contribuições vão de US$ 20, o que garante ao patrocinador seu nome
entre os "fundadores" do projeto, a US$ 80 mil, um pacote para empresas
com 100 aparelhos e 30 dias de suporte técnico online. Quem quiser
apenas o smartphone terá de desembolsar US$ 600 até as 12:00 deste dia
23 de Julho, ou US$ 830 depois disto.
Mais informações sobre o Ubuntu Edge estão disponíveis na página oficial do projeto no site Indiegogo.
NOTA: a Canonical não alcançou a quantia necessária e fechou.
Cinco alternativas ao PowerPoint para criar apresentações
Rick Broida, PCWorld EUA
11 de julho de 2013 às 07h00
No PC, no tablet ou na web, estes programas irão lhe ajudar a criar e exibir apresentações mais atraentes em qualquer lugar.
Qual aplicativo lhe vem à mente ao criar slides para uma
apresentação? Para a maioria das pessoas, é o Microsoft PowerPoint. Mas
ele não é a única opção: há muitas outras ferramentas e serviços que são
mais legais, mais rápidas, mais fáceis de usar e, em quase todos os
casos, mais baratas.
Juntamos cinco interessantes alternativas ao PowerPoint, incluindo
serviços na Web que dispensam a instalação de software, e apps para
dispositivos móveis que permitem criar slides e apresentá-los em
qualquer lugar. Não incluímos opções já bastante conhecidas como o
Google Docs, OpenOffice ou Zoho Show, todas gratuitas e com recursos
para criar apresentações, mas que não mudaram muito nos últimos anos.
Nosso objetivo é mostrar ferramentas que lhe permitam apresentar uma
idéia de uma forma um pouco diferente, para que seu público não morra de
tédio no meio da reunião. E se der pra economizar um dinheiro com isso,
melhor ainda! Haiku Deck (iPad)
O Haiku Deck
foi projetado para transformar suas idéias em belas apresentações no
tempo que você leva para ir de ônibus ao trabalho. O segredo? Acesso a
um rico acervo integrado de imagens e ilustrações gratuitas.
De fato, metade do trabalho na criação de slides atraentes é
encontrar imagens adequadas para usar junto com o texto. O Haiku Deck
permite que você adicione as suas próprias (selecionadas na galeria de
seu aparelho, ou obtidas com a câmera), mas também permite buscar na
internet por milhões de imagens gratuitas, licenciadas sob a Creative
Commons, de acordo com as palavras que você usou no slide.
Haiku Deck: dê forma às suas idéias rapidamente
Imagine que o slide contém as palavras “Lucro” e a frase “Impressão
em 3D”. Você rapidamente verá uma lista de miniaturas que combinam com
estes termos. Toque no que te agradar e pronto! Você tem o fundo
perfeito para seu slide. Você também pode usar um fundo com uma cor
sólida e inserir gráficos de pizza ou barra, entre outros estilos (com
rótulos e números adicionados manualmente).
O Haiku Deck foi desenvolvido para permitir a criação rápida de
slides atraentes, e é ótimo para essa tarefa. Quando terminar você pode
compartilhar a apresentação via Facebook, Twitter ou Email, ou obter um
código para embutí-la em um site. Também é possível exportar a
apresentação para que possa ser refinada em programas com o PowerPoint
ou Keynote.
O Haiku Deck tem algumas limitações: não tem suporte a sons,
transições ou animações, e você não pode posicionar manualmente o texto
ou mudar a cor de fundo de gráficos. Na verdade, tentativas de fazer uma
mudança radical no slide frequentemente resultam na perda do seu
trabalho. O programa precisa desesperadamente de uma opção “Salvar”.
Ainda assim, depois que você compreender a mecânica do Haiku Deck irá
ver que ele é uma ótima ferramenta para apresentações curtas, simples e
atraentes em qualquer lugar. E o preço é imbatível: grátis, com temas
extras à venda dentro do próprio app. Kingsoft Presentation Free (Windows)
Se você procura uma alternativa mais tradicional ao PowerPoint, uma
que rode no Windows e seja bastante similar ao processo “tradicional” de
criação de slides, tem no Kingsoft Presentation Free uma opção atraente. O app está disponível separadamente ou como parte do pacote Kingsoft Office Suite Free 2013, e deve ser o suficiente para atender à maior parte de suas necessidades em apresentações.
Se você já é familiarizado com o PowerPoint, terá uma grande vantagem
ao usar o Presentation Free: sua interface padrão segue muitos dois
conceitos da Ribbon usada nos programas da Microsoft, embora haja uma
segunda opção de interface que lembra as versões mais antigas do
PowerPoint. De qualquer forma é um produto fácil de aprender, e não
importa qual interface escolha, ele tem um recurso agradável que não
existe no PowerPoint. Abas para cada documetno, o que torna muito mais
fácil alternar entre múltiplas apresentações abertas.
Kingsoft Presentation Free: um bom "clone" do PowerPoint
A Kingsoft fornece uma generosa biblioteca de modelos que podem ser
usados como ponto de partida para suas apresentações, além de uma boa
seleção de layouts, esquemas de cor, animações e afins. E há muitos
elementos que podem ser adicionados a seus slides, de sons e música de
fundo a vídeos e animações em Flash.
Mas o mais importante é que o Presentation Free é capaz de abrir
apresentações do PowerPoint, inclusive as salvas no formato .pptx, que é
mais recente. Mas só é capaz de salvar no antigo formato .ppt ou em seu
próprio formato nativo, .dps. Também há uma opção para converter as
apresentações para documentos em PDF.
O Presentation Free é sem dúvida um dos mais atraentes clones de
PowerPoint que você pode conseguir, e fora o suporte a macros e scripts
em VBA (Visual Basic for Applications), é tão capaz quanto sua versão
comercial, parte da Office Suite Professional 2013, que inclui também um processador de textos e planilha de cálculo. Pixxa Perspective (iPad)
Uma apresentação não é nada mais do que uma história audiovisual. Esta é a idéia por trás do Perspective, uma poderosa ferramenta para o iPad que exige um certo aprendizado, e tem um preço alto.
Criar uma história é como criar uma apresentação. Você cria slides
individuais (chamados de “cenas”) e os povoa com dados. Para cada cena o
Perspective lhe permite escolher entre imagens/texto, diagramas, vários
gráficos (barra, bolha, linha, etc) e PDF. Você também pode importar
vários tipos de arquivos, incluindo arquivos do Excel e no formato CSV,
informações da área de transferência (clipboard) ou qualquer coisa que
tenha armazenado no Google Drive.
E eles não precisam ser elementos estáticos. Os gráficos de barra e
bolha do Perspective podem ser animados para que você possa destacar
melhor elementos como previsões de vendas e tendências de mercado. Se
você não tem ilustrações, pode usar um mecanismo de busca integrado para
encontrar imagens online. E para quem leva a apresentação de dados
realmente a sério, o Perspective possibilita a criação de diagramas
Sankey (tipo especializado de fluxograma), embora este recurso exiga uma
compra de US$ 100 dentro do app.
Pixxa Perspective: gráficos em movimento e fluxogramas especializados
Não é possível embutir vídeos ou páginas web, nem adicionar elementos
de áudio como músicas ou efeitos sonoros. Entretanto, depois que sua
história estiver completa e pronta para apresentação você pode gravar
uma narração. Também é possível fazer um “instantâneo” da história e
compartilhá-lo via e-mail ou Twitter, e o recurso Airshow permite
compartilhar histórias diretamente com até 10 outros iPads.
Pode ser necessário algum tempo para aprender a usar as várias
ferramentas da Perspective, especialmente para arranjar elementos em uma
cena e ajustar os dados em gráficos em movimento. Mas não é muito
diferente de aprender a usar o PowerPoint: depois que você sabe o que
precisa fazer, montar uma apresentação é algo bastante rápido.
Embora inicialmente o app seja gratuito, ele só pode ser usado para
criar uma história. Pense nele como um “test drive”. Para habilitar
todos os recursos e criar um número ilimitado de histórias é necessário o
upgrade para o Perspective Pro, que custa US$ 50.
É preço um tanto salgado em comparação às outras ferramentas que
sugerimos nesta matéria, mas o Perspective oferece ferramentas bastante
robustas para visualização de dados. E como é completamente “mobile”,
você não fica amarrado a um PC. Prezi (Web, Windows, Mac, iOS)
Muitas apresentações são maçantes com M maiúsculo. Em muitos casos
não é porque o conteúdo é chato, é que o público já viu sequências de
slides estáticos o suficiente para a vida toda. O Prezi cria atraentes animações customizadas que deixam as apresentações comuns comendo poeira.
Funciona assim: você distribui vários trechos de informação - texto,
gráficos, vídeos e afins no equivalente a um quadro branco virtual e
tematizado. Como se seus slides do PowerPoint estivessem espalhados
sobre uma mesa. E em vez de simplesmente trocar de um slide para outro,
como no PowerPoint, o Prezi cria sofisticadas transições com zoom de uma
área para a outra, como se uma câmera estivesse “voando” sobre as
informações.
O resultado parece algo que uma equipe profissional de efeitos
visuais levaria semanas (e milhares de dólares) para criar. Mas na
verdade é apenas um modelo do Prezi com suas informações e alguns
infográficos extras.
Prezi: apresentações animadas
No início deste ano o Prezi ganhou um recurso há muito esperado: som.
Agora é possível incluir música de fundo que será tocada durante a
apresentação, ou mesmo adiconar narração e efeitos sonoros a cada um dos
“passos” (transições entre as àreas de uma cena). Pode não parecer
grande coisa, mas o Prezi oferece uma experiência tão “cinemática” que
praticamente implora por uma trilha sonora.
Também há um app para criar apresentações no iPad e um visualizador
para o iPhone, o que significa que você pode criar ou exibir
apresentações em qualquer lugar. Ambos são gratuitos, assim como o Prezi
Basic, e há opções de upgrade a partir de US$ 59 por ano.
O Prezi é uma das alternativas ao PowerPoint mais legais que já vi,
ponto. Se você está tão cansado de criar slides estáticos quanto as
pessoas estão de vê-los, deve experimentar o Prezi. SoftMaker Office 2012: Presentations (Android)
Se a Microsoft algum dia decidisse lançar uma versão do PowerPoint para Android, ele provavelmente teria muito em comum com o SoftMaker Office 2012: Presentations.
Este poderoso app custa cerca de R$ 14 e permite não só a criação de
apresentações em seu aparelho Android, mas também editar e salvar
arquivos nos formatos .ppt e .pptx do PowerPoint.
Sendo justo, o Presentations tem pouco da “finesse” de concorrentes
como o Haiku Deck ou o Pixxa Perspective. Na melhor das hipótestes ele é
um clone rudimentar do PowerPoint, que permite a criação apenas de
slides básicos. Mesmo coisas simples como mudar o fundo de um slide são
tarefas difíceis por causa das barras de ferramentas do app, que
consistem inteiramente de ícones sem identificação.
Entretanto, ele é capaz de importar apresentações de uma variedade de
fontes, incluindo a memória interna e serviços como o Dropbox,
Evernote, Google Drive e SkyDrive. É possível fazer a edição básica
delas, e depois devolver o resultado aos serviços de origem ou
encaminhá-lo via e-mail. Dependendo de que aparelho Android você está
usando, é possível conectá-lo a uma TV ou Monitor (via HDMI) e usá-lo
para exibir a apresentação, completa com quais sons, transições e
animações embutidas. Infelizmente, não há suporte a vídeos.
SoftMaker Presentations: bom para exibir apresentações, mas não para criar
Em nossos testes o Presentations se saiu bem ao importar uma
apresentação em PowerPoint com 54 slides de uma conta no Google Drive
para um tablet Nook HD. O processo foi demorado, entretanto, e foram
necessários vários minutos para baixar e abrir o arquivo. Mas ele foi
exibido com perfeição, incluindo transições e tudo mais.
No fim das contas, este app não é propriamente um substituto do
PowerPoint, mas sim uma forma de torná-lo “portátil” com ferramentas
simples para a criação de slides básicos e outras mais robustas para
acessar suas apresentações já existentes onde estiver. E considerando o
preço, é um bom negócio. Prometa não ser chato
A única experiência mais dolorosa do que ter aturar uma apresentação
maçante é fazer uma apresentação maçante. Se um conceito merece ser
apresentado, então merece ser apresentado de forma efetiva. Prometa não
ser chato: invista um pouco de seu tempo e experimente estes programas
para criar uma apresentação que irá prender a atenção de seu público e
convencê-los a abraçar suas idéias. Isso pode fazer toda a diferença nos
negócios.
Você pode não perceber, mas a
Google constantemente adiciona novos recursos ao GMail. Conheça cinco
destas novidades que irão facilitar o seu dia-a-dia.
O design simples, facilidade de uso e muitos recursos legais
continuam a atrair usuários ao GMail. E não importa se você está lidando
com centenas de mensagens de trabalho todo dia, ou se o usa para se
manter em contato com amigos e familiares: ficar de olho nos mais novos
recursos pode ajudá-lo a tirar o máximo deste serviço.
A seguir vamos dar uma olhada em cinco dos mais novos recursos do
GMail, incluindo a capacidade de adicionar automaticamente compromissos
ao seu calendário, mudar a imagem de fundo ou como usar a busca avançada
para encontrar exatamente a mensagem que você procura. 1. Adicione eventos ao calendário diretamente do GMail
Se você usa o GMail para marcar ou coordenar reuniões, vai gostar de
saber que a Google facilitou a tarefa de criar novos eventos sem ter de
sair do GMail. Recentemente, todas as menções a datas e horários nas
mensagens aparecem sublinhados.
Pare o cursor do mouse sobre um destes itens para consultar sua
agenda na data indicada. Se estiver livre você pode mudar o título, data
e hora do evento, e clicar em Add to Calendar para criar o compromisso. O evento no calendário terá um link para o e-mail original, para referência futura.
Basta clicar em uma referência a data ou hora em uma mensagem para criar um compromisso
Como este recurso é novo, ele ainda não está disponível para todos os
usuários, e no momento só para a aqueles que usam o GMail em inglês
(para mudar o idioma, clique na Engrenagem no canto superior direito da
página e em Configurações / Geral / Idioma). A Google promete expandir o recurso a mais usuários, e idiomas, em breve. 2. Mude o fundo do GMail.
Além dos vários temas pré-definidos para personalizar a aparência do
GMail, você também pode escolher uma entre suas próprias fotos e usá-la
como plano de fundo de sua caixa de entrada. É como mudar o papel de
parede do Windows.
Você pode usar qualquer imagem de fundo que quiser no GMail
Clique no ícone da engrenagem e em Configurações / Temas. Em Temas Personalizados escolha Luz ou Escuro.
Na janela que surge você pode indicar a imagem que quer usar. Há várias
imagens pré-definidas, e você também pode escolher uma que esteja em
seu celular, sua conta no Google+ ou em seu computador. É possível até
mesmo usar uma imagem que você encontrou na web, basta indicar a URL até
ela. 3. Use o Google Drive para enviar arquivos grandes
Se um arquivo é grande demais para ser enviado como um anexo, o
Google Drive é uma solução. Com ele você pode “anexar” arquivos de até
10 GB, 400 vezes maiores do que seria possível como um anexo
tradicional.
Com o Google Drive, você pode anexar arquivos de até 10 GB cada
Para enviar um anexo via Google Drive pare o cursor do mouse sobre o
ícone do clipe de papel na janela de composição de mensagem, e clique no
ícone do Google Drive (o primeiro à direita). Você poderá escolher um
arquivo que já esteja em sua conta (opção Meu Disco) ou fazer o upload
de um que esteja em seu computador. O Gmail irá verificar se os
destinatários tem acesso aos arquivos, e caso haja algo errado irá lhe
pedir para mudar suas opções de compartilhamento. Tudo sem sair do
GMail. 4. Use operadores de busca avançados
É fácil acumular milhares de mensagens, e às vezes encontrar o que
você procura parece ser uma tarefa quase impossível. Mas você pode usar
os operadores de busca avançados do GMail para achar rapidamente o que
procura.
Os mais novos operadores adicionados pelo Google são uma busca por arquivos de tamanho específico (size:) e por mensagens mais antigas que um determinado período (older_than:). Por exemplo, se você digitam “from:João size:5m” no campo de busca, verá todas as mensagens enviadas pelo João que tenham anexos com 5 MB ou mais.
Novos operadoras facilitam a busca por mensagens
Da mesma forma, “from:Maria older_than:1y” mostra as mensagens enviadas por Maria há um ano ou mais. O parâmetro y indica ano (year), m mês (month) e d dia (day). Portanto, para encontrar todas as mensagens de Maria enviadas há um mês ou mais, o termo seria “from:Maria older_than:1m”.
O GMail tem uma enorme quantidade de operadores, você pode consultar toda a lista aqui. 5. Adicione múltiplas caixas de entrada ao GMail
O “Várias caixas de entrada” é um recurso experimental do GMail Labs
que permite adicionar listas extras de mensagens à sua caixa de entrada,
para que você possa ver mais mensagens de uma só vez. Por exemplo,
mensagens com estrelas, com um marcador específico, os rascunhos ou o
que mais você quiser.
Para habilitar este recurso clique na engrenagem e vá em Configurações / Labs e marque a opção Ativar em frente a Várias caixas de entrada. Depois clique em Salvar alterações no rodapé da página.
Recurso experimental permite ter múltiplas caixas de entrada
Para personalizar quais caixas de entrada serão mostradas, volte à tela de Configurações e clique na aba Várias caixas de entrada.
Você pode adicionar até cinco caixas, definir a posição delas (o padrão
é uma em cima da outra) e quantas conversas por caixa irá ver.
Utilitário identifica apps que são "peso morto"
ou que estão consumindo recursos preciosos, como espaço, bateria ou
dados, em seu aparelho.
A AVG lançou recentemente no Google Play o AVG Uninstaller, um app que ajuda a gerenciar, e remover, aplicativos em seu smartphone Android.
Além de indicar apps que são pouco usados e só estão ocupando espaço
no aparelho, o Uninstaller ajuda o usuário a identificar os apps que
consomem mais bateria, mais dados ou mais espaço em disco, rapidamente
apontando "fominhas" que podem estar ocupando recursos preciosos.
Depois de identificar um app que pode ser removido o usuário só precisa marcá-lo em uma lista e clicar no botão Uninstall para
desinstalá-lo. E é possível remover vários apps de uma só vez, algo que
teria de ser feito manualmente usando o sistema de desinstalação padrão
do Android.
O AVG Uninstaller é gratuito no Google Play, e roda em qualquer aparelho com o sistema operacional Android 2.2 ou mais recente.
Samsung Galaxy S4 4G: companheiro para sua vida ou só um ótimo smartphone?
Rafael Rigues
29 de julho de 2013 às 07h00
Aparelho mira além do excelente hardware e aposta no software para se integrar a todos os aspectos do dia-a-dia do usuário.
Já é uma tradição: todo ano, nos últimos quatro anos, a Samsung
anuncia um novo carro-chefe na família de smartphones Galaxy S que
redefine o que é um Android “top”, vira objeto de desejo entre os
consumidores e causa calafrios na concorrência. Foi assim com o Galaxy S original, o Galaxy S II e o Galaxy S III.
Neste ano, entretanto, a Samsung mudou um pouco sua estratégia. O
hardware evoluiu, claro, mas a empresa parece ter notado que não é mais
possível competir apenas nesta área e que os concorrentes estão se
aproximando. Então apostou no software, muito software, como o principal
destaque do Galaxy S4. A idéia é transformá-lo em um “companheiro para
sua vida”, capaz de ajudar o usuário a se comunicar, se divertir e até
mesmo cuidar de sua saúde. Será que deu certo? 3G ou 4G?
Há dois modelos do Galaxy S4 à venda no Brasil, o que pode causar um
pouco de confusão. O que analisamos neste artigo é o Galaxy S4 4G
(GT-I9505), que como diz o nome é compatível com as redes 4G que estão
entrando em operação no Brasil e também funciona em redes 3G. O outro,
um pouco mais barato, é chamado simplesmente de Galaxy S4 (GT-I9500), e
funciona apenas em redes 3G.
Em termos de software eles são absolutamente idênticos, mas além da
parte de telefonia há uma outra diferença no hardware: eles usam
processadores diferentes. O Galaxy S4 4G usa o Snapdragon 600 da
Qualcomm, um chip quad-core rodando a 1.9 GHz. Já o Galaxy S4 usa um
processador de oito núcleos (octa-core) da própria Samsung, o Exynos
5410, rodando a 1.6 GHz.
A diferença no número de núcleos do processador é o que tem causado
confusão. Contrariando o senso comum, quando o assunto é computação mais
núcleos nem sempre se traduzem em maior desempenho. Ainda mais se
considerarmos que o Exynos 5410 não é um processador octa-core “de
verdade”: ele é composto por dois conjuntos de quatro processadores, um
com quatro núcleos de alto desempenho e outro com quatro núcleos com
baixo consumo de energia.
A idéia da Samsung por trás desse arranjo é economizar energia: em
boa parte do tempo um smartphone não está realizando nenhuma tarefa que
justifique o uso de quatro núcleos de alto desempenho, e nesses momentos
(como ao fazer uma ligação, compor uma mensagem de texto ou
simplesmente deixar o smartphone parado sobre a mesa) os núcleos de
baixo consumo assumem o comando. Ao realizar uma tarefa que exige mais
poder de processamento, como rodar um jogo, o sistema “engata a marcha” e
troca para os quatro núcleos de alto desempenho. Só um conjunto de
quatro núcleos pode operar por vez. Por isso acreditamos que uma
eventual diferença de desempenho entre os modelos deve ser pequena, e
provavelmente imperceptível no dia-a-dia.
Ao escolher um modelo do Galaxy S4 leve em conta o preço e as redes
de telefonia disponíveis em sua região, e não o número de núcleos do
processador. Tudo o que dizemos neste review sobre o design, tela,
câmera e software do Galaxy S4 4G se aplica também ao modelo “3G”. O
números de desempenho e autonomia de bateria, entretanto, podem variar. Design e Hardware
O Galaxy S4 segue o mesmo design básico adotado pela Samsung desde o Galaxy S III, e também usado em aparelhos como o Galaxy Gran Duos e Galaxy Note II: lados retos e cantos arredondados, com um botão Home mecânico e alongado abaixo da tela, ladeado pelos botões Menu e Back,
que são sensíveis ao toque e iluminados. No Brasil ele está disponível
nas cores branca (White Frost, segundo a Samsung) e grafite (Black
Mist). É um aparelho muito leve: são apenas 130 gramas, e a maior parte
disso é a bateria. E não é um grandalhão: é apenas 1 mm mais largo, e 6
mm mais alto, que um Motorola RAZR MAXX, um smartphone que tem uma tela de 4.3 polegadas.
Galaxy S4 na cor "Black Mist" (grafite). Ao vivo a traseira tem um aspecto metálico
A frente é dominada por uma belíssima tela de 5 polegadas, protegida
por Gorilla Glass, com resolução Full HD (1080 x 1920 pixels) e uma
densidade de 441 pixels por polegada (ppi). Muito superior, por exemplo,
à tela Retina do iPhone 5, com 640 x 1136 pixels e 326 ppi. Como de
costume em seus aparelhos top de linha a Samsung usa a tecnologia Super
AMOLED, que produz imagens com cores muito vibrantes e excelente
contraste.
O Galaxy S4 não tem um conector HDMI para conexão à uma TV de
alta-definição: para isso é necessário usar um “adaptador MHL”, plugado à
porta USB, que é vendido separadamente.
A tampa traseira é completamente lisa, e em nossos testes foi comum
ouvir pessoas reclamando que ela dá ao aparelho uma sensação
“escorregadia”. A tampa e a bateria que fica abaixo dela (com capacidade
de 2.600 mAh) são removíveis, algo raro nos smartphones top de linha
atuais. Abaixo da tampa também ficam os slots para os cartões microSIM
(da operadora) e microSD, para expansão da memória interna. Estes podem
ter capacidade de até 64 GB.
Galaxy S4 4G com a tampa traseira removida mostrando a câmera, slots para microSD e microSIM (em azul) e bateria
Por dentro o Galaxy S4 4G é baseado em um processador quad-core, o
Qualcomm Snapdragon 600, rodando a 1.9 GHz e acompanhado por 2 GB de RAM
e 16 GB de memória interna, dos quais pouco mais de 9 GB estão
disponíveis para o usuário. Software
O principal destaque do Galaxy S4 não está no hardware, mas sim nos
muitos recursos de software adicionados pela fabricante. O sistema
operacional é o Android 4.2.2 com a já tradicional interface Touchwiz da
Samsung. A Samsung adiciona muita coisa ao sistema operacional. De recursos como o Group Play, que permite reproduzir uma música ou vídeo em múltiplos aparelhos ao mesmo tempo, ao S Translator, que permite traduzir texto e voz entre vários idiomas, português incluso.
Também há recursos para aprimorar a interação como usuário: o Smart Stay, que já existia no Galaxy S III, mantém a tela ligada enquanto você estiver olhando para ela. Já o Smart Pause pausa automaticamente um vídeo quando você desvia o olhar, e o Smart Scroll permite rolar uma página web sem tocar na tela, basta inclinar a cabeça para cima ou para baixo. E o Air View,
recurso vindo do Galaxy Note II, permite interagir com a tela sem tocar
nela: basta pairar o dedo a alguns milímetros de distância para ver um
preview das imagens em um álbum ou um trecho de uma mensagem no programa
de e-mail.
Tela inicial do Samsung Galaxy S4
O problema é que muitos destes recursos só funcionam nos programas da
Samsung, o que acaba reduzindo sua utilidade na prática. O Eye Scroll
não funciona no Google Chrome, por exemplo, e o Air View não funciona no
GMail. E o S Translator, apesar de suportar vários idiomas, deixa a
desejar nas traduções: com algumas exceções (como chinês ou japonês para
coreano) a maioria delas é apenas de/para o inglês. Se você encontrar
um turista alemão, e nem ele nem você falam inglês, o software será de
pouca utilidade. O Google Tradutor, que é gratuito no Google Play e pode
ser instalado em qualquer smartphone, é muito mais versátil nesse
ponto, permitindo traduzir texto, voz e imagens diretamente entre vários
idiomas.
Falando em recursos com pouca utilidade prática, o S Voice,
que no Galaxy S III nacional era um download opcional, vem pré-instalado
no aparelho. Mas AINDA não fala português, apesar de promessas da
Samsung, feitas há mais de um ano atrás, de que isso aconteceria em
“alguns meses”.
O Galaxy S4 4G também funciona como um controle remoto, graças ao
emissor de infravermelho integrado, e além de controlar sua TV e
decodificador de TV a cabo ele também inclui um guia de programação com
informações obtidas da internet. E ele não se limita a apenas a indicar o
que está passando em cada canal: você pode filtrar os programas por
categoria, como por exemplo apenas séries (“Programas de TV” no app) de
comédia. Se encontrar algo de que gosta basta um clique para que o S4
mude o canal para você.
App WatchON permite usar o smartphone como controle remoto da TV e traz guia de programação
Mas o guia é incompleto: em minha região (indicada pelo CEP durante a
configuração) em São Paulo ele tem a programação da Sky, mas não da
NET. E vários canais (entre eles os abertos) estavam em branco na grade,
ou seja, não tinham informações disponíveis. Mantendo a forma
Um diferencial do Galaxy S4 4G é o S Health, uma combinação de software e recursos de hardware que ajuda o usuário a se manter em forma e cuidar da saúde. O Companheiro de Caminhada,
por exemplo, é um pedômetro que marca quantos passos você deu, a
distância percorrida e a quantidade de calorias gastas, com o
acompanhamento de metas.
Com o Companheiro de Exercício você pode acompanhar seu
desempenho na academia: selecione uma atividade na lista, como
abdominais, bicicleta ou natação, o tempo de exercício e o app calcula
para você quantas calorias foram queimadas. O Registro de alimentação é similar: indique o que você comeu, a quantidade e ele calcula o total de calorias ingeridas.
Por exemplo, uma porção média de arroz, uma pequena de feijão, uma
média de picanha e uma pequena de batatas fritas resulta em 1.110 Kcal,
segundo o S Health. Você pode até adicionar uma foto do prato ao seu
histórico. O problema é que as medidas não são exatas: quantas gramas
(ou colheres) há em uma porção pequena de arroz, ou uma picanha média? O
app não diz, o que pode levar a resultados errados.
S Health indica até o "nivel de conforto" do ambiente para a realização de atividade física
O Nível de Conforto é um recurso interessante: o aparelho
usa sensores internos para medir a temperatura ambiente e o nível de
umidade no ar, indicando se o ambiente é ou não adequado (ou
“confortável”) para a prática de exercícios. O nível é baseado em uma
norma internacional (ISO 7730), mas é possível ajustá-lo de acordo com
preferências pessoais.
Também há seções no S Health onde o usuário pode registrar seu peso,
nível de glicose no sangue ou pressão arterial, dados que podem ser
obtidos com acessórios “tradicionais” (um monitor de pressão comprado em
uma farmácia ou balança no banheiro) ou com acessórios vendidos pela
Samsung como o monitor cardíaco HRM, o S Band que monitora padrões de sono e atividade, ou a balança Body Scale. Infelizmente eles não são vendidos no Brasil. Câmera
O Galaxy S4 4G tem uma câmera de 13 MP com flash, e o software da
câmera é outro ponto onde a Samsung adiciona seu “toque pessoal” ao
software. Há recursos como o Dual Camera (que permite fazer uma
foto que inclua simultâneamente a imagem da câmera traseira e, num
quadro menor, a da câmera frontal), e o Foto com Som, que permite adicionar um pequeno clipe de áudio a cada imagem.
Exemplo de foto com Dual Camera. Tamanho e posição da imagem menor podem ser ajustados
Outros que já existiam no Galaxy S III como o Melhor Foto (que captura uma sequência de imagens e ajuda a selecionar a melhor entre elas) e o Melhor Rosto (que é similar mas prioriza os melhores rostos na imagem) estão de volta. E há novatos como o Apagador, que captura uma sequência de imagens e gera uma composição para remover um objeto indesejado no fundo e o Foto Animada, que permite combinar imagens em pequenas animações como no Cinemagrafia dos Nokia Lumia.
A interface é muito similar à da Galaxy Camera,
inclusive com o mesmo seletor de modos (11 no total) em carrossel. A
qualidade de imagem em ambientes iluminados é excepcional, mas em cenas
noturnas notei um nível de ruído acima do esperado, especialmente em
comparação às câmeras de aparelhos como o Galaxy Gran Duos, também da Samsung, que custa bem menos.
Foto feita com o Galaxy S4 4G. Clique para ampliar
Foto feita com o Galaxy S4 4G. Clique para ampliar
Foto noturna feita com o Galaxy Gran Duos, compare com a imagem abaixo. Clique para ampliar
Foto noturna feita com o Galaxy S4 4G. Note a diferença no nível de ruído no céu. Clique para ampliar
O Galaxy S4 4G também tem alguns truques na gravação de vídeo. Além
de clipes em Full HD é possível gravar cenas em câmera lenta, com a ação
duas ou quatro vezes mais lenta que o normal. É ótimo para gravar
crianças pequenas, cenas de esportes ou animais de estimação brincando,
embora quanto mais lenta a ação menor a qualidade da imagem, como é
visível no exemplo abaixo. A resolução também cai, para 800 x 450
pixels. Desempenho e Bateria
Como é “tradição” na família Galaxy S, o Galaxy S4 4G destroçou todos
os recordes anteriores de desempenho em nossos benchmarks. No AnTuTu,
que analisa vários aspectos do aparelho, foram 25.305 pontos. É um
resultado cerca de 21% superior ao segundo colocado, que na verdade é um
empate técnico entre a dupla LG Optimus G e Sony Xperia ZQ. No
Geekbench, que mede o desempenho bruto do processador e memória, foram
3.157 pontos, 34% a mais que o Optimus G. Para fins de comparação um
iPhone 5 conseguiu 1.635 pontos no mesmo benchmark.
Desempenho no AnTuTu: novo recorde
Por fim no 3DMark, que mede o desempenho da GPU, foram 11.112 pontos
no teste Ice Storm, contra 11.354 pontos no Optimus G. Ambos tem a mesma
GPU (uma Adreno 320, também da Qualcomm) e a variação mínima pode ser
considerada um empate. Mas o Galaxy S4 4G se saiu melhor no Ice Storm
Extreme, uma variante do teste anterior que renderiza as cenas em 1080p e
usa texturas com melhor qualidade e mais efeitos especiais: foram 6.847
pontos, 21% a mais que o aparelho da LG.
Já no teste de bateria o Galaxy S4 4G chegou ao fim de um dia de uso
típico (que envolve cerca de 2h e meia de navegação via 3G, algumas
chamadas e mensagens de texto, algumas fotos e atualização constante de
e-mail e redes sociais, na maior parte do dia via Wi-Fi) com 19% de
carga restantes após 13h e 24m fora da tomada. Já no teste de reprodução
de vídeo, que é feito com o aparelho no modo avião e o brilho da tela
em 50%, conseguimos uma autonomia de cerca de 8 horas e 20 minutos.
A autonomia de bateria não desaponta, mesmo com a economia desativada
Esses resultados foram obtidos sem ativar nenhum dos muitos modos de
economia de energia disponíveis, como um que limita o desempenho do
processador ou outro que limita o brilho da tela. Mesmo os usuários mais
fominhas não devem ter muitos problemas em chegar ao fim de um dia com
carga de sobra. Veredito
Não há dúvidas de que o Galaxy S4 4G é um smartphone incrível,
equipado com hardware excepcional. Mas hardware não é tudo: durante a
maior parte do dia seu processador quad-core vai ficar ocioso, e o que
mais importa é o software e as experiências que ele ajuda a criar.
E nesse ponto o S4 4G derrapa um pouco, com alguns recursos
incompletos ou de pouca utilidade no dia-a-dia. O que deveria ser um
diferencial acaba depondo contra ele. O preço também é um ponto
negativo: R$ 2.500 reais, segundo a Samsung, o que é bastante salgado,
mesmo considerando o pacote completo.
Se você procura um smartphone Android, faz questão do melhor e
dinheiro não é problema, vá de Galaxy S4 4G. Mas um consumidor mais
consciente pode encontrar nas lojas excelentes aparelhos como o Xperia
ZQ, da Sony, que oferece recursos e desempenho similares por R$ 500 a
menos.
O Galaxy S4 4G continua sendo o melhor smartphone Android no mercado,
mas a distância entre ele e seus concorrentes está bem menor neste ano.
A Samsung vai ter de acelerar o passo se quiser manter o título na
próxima geração.
Samsung Galaxy S4
PRÓ
Excelente desempenho
Boa autonomia de bateria
Câmera cheia de recursos que faz ótimas fotos
CONTRA
Alguns destaques estão incompletos ou são pouco úteis no dia-a-dia
Caro